Testes de Penetração em Redes com Automatização

Os testes de penetração em redes desempenham um papel crucial na proteção das empresas no dinâmico cenário de cibersegurança. Contudo, líderes empresariais e profissionais de TI muitas vezes possuem conceções equivocadas sobre esse processo, o que impacta diretamente na postura de segurança e nas decisões estratégicas.

O que são Testes de Penetração em Redes?

Os testes de penetração em redes constituem uma abordagem proativa à cibersegurança, onde especialistas simulam ciberataques para identificar lacunas na ciberdefesa de uma organização. O principal objetivo desse processo é identificar e corrigir vulnerabilidades antes que hackers possam explorá-las. Este procedimento é frequentemente denominado “pentesting” ou “hacking ético”.

O pentesting visa detetar vulnerabilidades na armadura de uma organização, contribuindo para mitigar riscos cibernéticos e proteger contra perdas financeiras, de dados e de reputação.

Diferenças entre Testes Internos e Externos de Penetração em Redes

Os testes internos e externos de penetração concentram-se em partes distintas da postura defensiva de uma organização e são fundamentais por razões diversas.

Os testes internos de penetração avaliam a segurança de componentes internos da rede, como servidores, bancos de dados e aplicações. Seu propósito é identificar vulnerabilidades que possam ser exploradas por um insider — um colaborador mal-intencionado, alguém capaz de causar danos acidentalmente ou um intruso que já tenha obtido acesso não autorizado.

Por outro lado, os testes externos de penetração procuram ameaças externas causadas por cibercriminosos. Eles avaliam partes externas da rede, como sites e aplicações web, simulando ataques realizados por cibercriminosos para obter acesso não autorizado.

Não se trata de escolher um em detrimento do outro. Os testes internos e externos de penetração em redes são camadas complementares de uma abordagem abrangente de cibersegurança.

Proteja a Sua Empresa Durante as Festas: 10 Dicas Cruciais de Segurança Cibernética – HomeServer.pt – Informática e Tecnologia
homeserver.pt

Como Funciona o Teste de Penetração em Redes

O processo de teste de penetração em redes pode ser dividido em sete estágios.

  1. Definição do Escopo: A organização decide quais sistemas testar, utilizando quais métodos, e o que está fora dos limites, em colaboração com especialistas ou testadores de penetração.
  2. Coleta de Informações: Os testadores reúnem informações sobre a rede, como endereços IP e nomes de domínio.
  3. Detecção de Vulnerabilidades: Os testadores identificam vulnerabilidades na rede por meio de diversas ferramentas e técnicas manuais e automatizadas.
  4. Exploração das Vulnerabilidades: Os testadores exploram as falhas de segurança expostas para tentar obter acesso não autorizado a sistemas e dados sensíveis.
  5. Pós-Exploração: Os testadores utilizam as informações coletadas nas etapas anteriores para ampliar o acesso a sistemas e dados sensíveis, testando e demonstrando o impacto de um possível ataque.
  6. Relatório sobre as Vulnerabilidades: Os testadores reportam as vulnerabilidades identificadas e recomendam correções de segurança.
  7. Correção das Vulnerabilidades: Com base no relatório, a organização mitiga riscos e melhora a sua postura de segurança.

Os testes de penetração em redes proporcionam às organizações uma visão clara da eficácia da sua ciberdefesa, permitindo decisões informadas e estratégicas em segurança.

Mitos Comuns sobre Testes de Penetração em Redes

Agora que compreendemos o que são os testes de penetração em redes e como funcionam, é crucial dissipar mitos comuns.

Mito 1: Testes de Penetração em Redes são uma Forma de Hacking

Embora os métodos dos testadores possam assemelhar-se aos empregados por hackers, os testes de penetração em redes são um processo ético com o propósito de proteger organizações. O mesmo não pode ser afirmado sobre o hacking, pois a sua intenção é maliciosa.

Mito 2: Basta Executar um Teste de Penetração em Redes uma Vez

Diversos fatores determinam a segurança de uma organização, incluindo as habilidades em constante evolução de atores de ameaças e as mudanças nos componentes da infraestrutura de TI. Novas vias de ameaças surgem frequentemente, demandando a realização frequente de testes de penetração em redes para identificar potenciais vulnerabilidades e permanecer à frente de ameaças.

Mito 3: Testes de Penetração em Redes são Apenas para Grandes Corporações

Pequenas e médias empresas são alvos primários para hackers, pois frequentemente carecem dos recursos necessários para se protegerem eficientemente. Aproximadamente 40% das pequenas empresas perdem dados devido a ciberataques, e cerca de 60% encerram as suas atividades dentro de seis meses após um ciberataque. Os testes de penetração em redes podem auxiliar essas organizações a aprimorar a sua defesa, identificando vulnerabilidades que cibercriminosos poderiam explorar antecipadamente.

Mito 4: Testes de Penetração em Redes Interrompem as Operações Comerciais

O receio em torno dos testes de penetração em redes é compreensível. No entanto, é possível realizar esses testes com mínimas interrupções, utilizando ferramentas avançadas e tecnologias. Além disso, é possível agendar os testes fora do horário comercial e nos fins de semana.

Mito 5: Testes Manuais de Penetração em Redes são a Única Maneira de Estar em Conformidade

Os requisitos de conformidade variam conforme setores e geografias. O escopo, a frequência e os requisitos para testes de penetração em redes divergem em várias normas. Não há uma abordagem única, e os testes manuais de penetração em redes certamente não são a única maneira de estar em conformidade.

Testes Manuais vs. Automáticos de Penetração em Redes

Os testes de penetração em redes, seja conduzidos manualmente ou automaticamente, oferecem a clara vantagem de identificar e corrigir vulnerabilidades antes que hackers possam explorá-las.

Ambos os métodos, no entanto, possuem vantagens e desvantagens.

Os testes manuais de penetração são mais práticos e orientados pela intuição humana, permitindo explorar ameaças à segurança e vulnerabilidades sob a perspetiva de especialistas.

Contudo, são propensos a erros humanos e inconsistências. Os métodos utilizados pelos testadores podem não acompanhar a evolução das ameaças. Além disso, os testes manuais de penetração são notoriamente demorados e dispendiosos.

Quanto aos testes automáticos de penetração em redes, a sua eficácia depende da escolha da solução adequada. No entanto, se bem geridos, os testes automáticos de penetração podem superar as limitações dos testes manuais. Permitem identificar vulnerabilidades de forma mais rápida e consistente, são menos suscetíveis a erros humanos e oferecem escalabilidade e economia.

Protegendo o seu Negócio com Testes Automáticos de Penetração em Redes

Dada a complexidade das infraestruturas de TI modernas e a inovação de novos métodos de ataque, os testes de penetração em redes são indispensáveis para a sua defesa cibernética. Permitem verificar proativamente vulnerabilidades e corrigi-las, prevenindo catástrofes cibernéticas.

Enquanto os testes manuais de penetração podem ser morosos e dispendiosos, os testes automáticos de penetração em redes oferecem uma alternativa eficiente, económica e fiável. Permitem testar com maior frequência, com agendamento sob demanda, e monitorar a sua rede em tempo quase real.

Na busca por uma cibersegurança mais robusta, os testes automáticos de penetração revelam-se um eficaz escudo, auxiliando as organizações a protegerem-se contra paralisações, danos à reputação e financeiros, e incidentes de perda de dados.

Deixe um comentário